Equipamento seguro: o que deve ser usado
A observação segura do Sol só é possível com equipamentos específicos que reduzam a luz visível a níveis totalmente inofensivos e que bloqueie praticamente toda a radiação ultravioleta e infravermelha.
Os únicos dispositivos considerados seguros para observação direta são óculos de eclipse certificados de acordo com a norma ISO 12312-2 e filtros solares específicos para instrumentos óticos, como telescópios, binóculos e câmaras.
Estes filtros são construídos com materiais que reduzem a luminosidade solar em cerca de 100 000 vezes e bloqueiam quase na totalidade o UV e o infravermelho. Os filtros para telescópios e binóculos devem sempre ser colocados na parte frontal da objetiva, nunca na ocular dos instrumentos. A utilização de filtros improvisados ou colocados atrás do sistema ótico é extremamente perigosa porque a luz já amplificada pode destruir o filtro ou ultrapassar a sua capacidade de bloqueio.
Materiais inadequados: o que nunca deve ser usado!!!
É fundamental compreender-mos que a “escuridão” de um material não significa proteção. Muitos objetos domésticos parecem reduzir a luz, mas não filtram a radiação nociva.
Entre os materiais que não protegem os olhos encontram-se óculos de sol, mesmo os mais escuros, filmes fotográficos ou radiografias, plásticos escurecidos, vidros fumados, películas de jardinagem, mantas térmicas, CD´s ou DVD´s e embalagens metálicas de alimentos.
Nenhum destes materiais bloqueia a radiação ultravioleta e infravermelha de forma adequada. Em muitos casos, bloqueiam apenas parte da luz visível, o que induz a pupila a dilatar, tornando a exposição ainda mais perigosa.
Também não é seguro observar o Sol através de câmaras fotográficas, binóculos, telescópios ou smartphones usando os óculos certificados.
Estes instrumentos amplificam e concentram a luz e podem causar danos imediatos mesmo com os óculos de protecção.

Existem circunstâncias que tornam a observação ainda mais perigosa. Uma delas é a presença de nuvens finas, que podem dar a falsa impressão de que a luz está reduzida. Apesar de parecer mais fraca, a radiação atravessa facilmente estas nuvens e continua altamente perigosa. Outro risco frequente é a observação prolongada, mesmo com óculos certificados. Os óculos destinam-se a observações curtas e controladas, não a obsevação contínua e prolongada do Sol durante longos períodos. Crianças, que têm cristalinos mais transparentes, devem observar sempre sob supervisão direta e devem ser instruídas a fazer observações mais curtas que os adultos e a nunca retirar a proteção por curiosidade.
Também é importante evitar tentativas de “testar” materiais improvisados ou olhar diretamente o céu para verificar o estado do eclipse.
Estas exposições , ainda que curtas, mas diretas, podem causar lesões graves imediatas.
Princípios de segurança na observação visual
A regra mais importante é nunca olhar diretamente para o Sol sem proteção certificada. A observação deve ser feita de forma breve, consciente e controlada, usando sempre óculos solares certificados ou métodos indiretos, como projeção num papel ou câmaras de “pinhole”.
É aconselhável participar em eventos organizados por associações de astronomia, observatórios ou entidades científicas. Nestes locais, os especialistas utilizam filtros adequados, conhecem as técnicas de projeção e ajudam o público a saber quando e como olhar com segurança.

Ocúlos nas lojas da Zeiss e nos Centros Ciência Viva
Os Centros Ciência Viva e outras instituições vão disponibilizar óculos especiais para eclípse. Para além disso as lojas da Zeiss vão disponibilizar óculos de eclipse devidamente certificados, permitindo ao público ter proteção adequada de forma simples e fiável. Estes óculos devem ser usados com cuidado, mantidos limpos e descartados se apresentarem riscos, arranhões ou deformações. Mesmo com equipamento certificado, é essencial seguir as orientações dos especialistas e evitar observações prolongadas. A segurança ocular deve ser sempre a prioridade.


