O eclípse de 12 de agosto de 2026
O Eclipse Solar de 12 de agosto de 2026 será um dos mais extraordinários eventos astronómicos do início deste século. Trata-se de um eclipse total, momento em que a Lua bloqueia completamente o disco solar, e será, também, o primeiro eclipse solar total visível na Península Ibérica em mais de um século.
O eclipse será visível como parcial no norte da América do Norte, em grande parte da Europa e no oeste de África. Começará às 17h34m (hora oficial da Península e Ilhas Baleares) no mar de Bering e terminará às 21h58m no oceano Atlântico.
A duração total do fenómeno será de 264 minutos (um pouco menos de 4 horas e meia). A faixa de totalidade atravessará o oceano Ártico, o nordeste da Gronelândia e o extremo oeste da Islândia, cruzará o oceano Atlântico e avançará para a Península Ibérica, atravessando-a de oeste para leste e passando por várias capitais de distrito, desde a Corunha até Palma, incluindo León, Bilbau, Saragoça e Valência. Em muitas destas regiões, na fase de totalidade, quando o Sol fica completamente oculto e a atmosfera solar (a corona) será visível.
Em Espanha o fenómeno durará mais de um minuto, dependendo do local de observação.
Em Portugal, a fase da totalidade será visível apenas numa faixa extremamente estreita no nordeste, junto ao distrito de Bragança (perto de Guadramil e Rio de Onor) e aí a fase total vai durar cerca de 21 a 27 segundos, variando com factores astronómicos e topográficos.


Fora desta pequena zona, Portugal verá o eclipse como um eclipse solar parcial “profundo” que irá estar sempre acima de 90% de redução da luminosidade em muitos locais, com percentagens de 98,6% em Braga, 98,% no Porto, 94,5% em Lisboa e 92,7% em Faro. Vai ser apenas de 100% (total) numa faixa estreita no nordeste transmontano com o dia a transformar-se em noite que torna este local de muito maior interesse por ser o único em território nacional onde podemos observar o evento.
A fase de totalidade do eclipse será visível ao final da tarde, com o Sol já relativamente baixo no horizonte. Independentemente do local de onde seja observado é crucial escolher um local com horizonte desimpedido para observar o fenómeno.
Um eclipse não é apenas um espectáculo visual, mas também uma oportunidade científica ímpar. A fase de totalidade permite aos astrónomos observar a corona solar, estudar variações de temperatura na atmosfera terrestre e captar fenómenos como as chamadas “contas de Baily”, pequenas luzes que surgem devido às irregularidades do contorno lunar. Para os habitantes da Península Ibérica este será o primeiro Eclipse Solar total desde o início do século XXI.

