No dia 2 de fevereiro assinala-se o 𝗗𝗶𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮𝘀 𝗭𝗼𝗻𝗮𝘀 𝗛𝘂́𝗺𝗶𝗱𝗮𝘀. Designamos como "zonas húmidas" todas as áreas inundadas ou alagadas com água, permanentemente ou por um determinado período de tempo. Podem ser pântanos, charcos, lagos, rios e pauis, entre outros ecossistemas. Esta efeméride tem como objetivo sensibilizar para a importância destes locais e da necessidade da tomada de ações de proteção e preservação.

O Centro Ciência Viva de Braga assinala esta data com a apresentação dos Charcos Pedagógicos do Centro Ciência Viva de Braga.


Os Charcos Pedagógicos do Centro Ciência Viva de Braga constituem os charcos construídos no âmbito dos Clubes Ciência Viva na Escola, onde o Centro Ciência Viva de Braga implementou o projeto "Criação e monitorização de charcos pedagógicos"; o charco pedagógico do Centro Ciência Viva de Braga, assim como outros charcos monitorizados pelo CCVBraga.

São eles:

  • Charco da Escola Básica de Moure, Vila Verde

  • Charco da Escola Básica de Ribeira do Neiva, Vila Verde

  • Charco da Escola Básica de Vila Verde

  • Charco da Escola Básica Monsenhor Elísio de Araújo, Vila Verde

  • Charco da Escola Básica Professor Carlos Teixeira, Fafe

  • Charco da Escola Básica Professor Abel Salazar, Guimarães

  • Charco da Escola Básica António Feijó, Ponte de Lima

  • Charco da Escola Básica de Trigal de Santa Maria, Braga

  • Charco do Centro Ciência Viva de Braga

Os Charcos Pedagógicos do Centro Ciência Viva de Braga são projetos com objetivos a longo prazo. O elevado valor educativo destes ecossistemas permite a realização de atividades lúdico-científicas nos estabelecimentos de ensino onde se inserem e a envolvência de toda a comunidade escolar. As atividades de monitorização do charco permitem a criação de dinâmicas de aprendizagens e troca de experiências e conhecimento entre alunos e professores.


Na implementação do projeto "Criação e monitorização de charcos pedagógicos" nos Agrupamentos de Escolas e Escolas, o Centro Ciência Viva de Braga dinamiza várias ações de aprendizagem, adaptadas aos ciclos de ensino. É realizada uma introdução teórica sobre construção de charcos e os alunos participam ativamente na construção do charco na sua escola. Para além disso, são dinamizadas atividades teóricas e práticas sobre a importância dos charcos, monitorização e identificação da biodiversidade existente, com o auxílio de lupas binoculares e digitais.


Assim, é possível a exploração de conteúdos pedagógicos, inseridos nas metas curriculares de cada ciclo letivo, sendo que esta temática pode e deve ser explorada em diversas disciplinas.


Adicionalmente, a construção e monitorização do charco na escola permite a produção de conhecimento. A monitorização dos parâmetros bióticos e abióticos do charco, assim como a realização de atividades escolares, gera informação importante que pode ser utilizada na criação de uma base de dados. Para além disso, os resultados obtidos ao longo do tempo neste projeto podem ser divulgados para toda a comunidade escolar, em feiras de ciência e tecnologia e concursos de ciência.


De notar que a construção de charcos é uma forma de conservação destes ecossistemas e da preservação da sua biodiversidade. A monitorização atenta e periódica dos charcos permite conhecer e identificar as espécies de seres vivos lá existentes e, desta forma, criar aprendizagens essenciais para a proteção e conservação da biodiversidade. Os Charcos Pedagógicos na escola, apesar de serem charcos artificiais, desempenham um papel importante na promoção da biodiversidade e processos ecológicos no local, sendo indiscutível o valor científico destes ecossistemas.


Saiba mais aqui.




Neste 𝗗𝗶𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗘𝗱𝘂𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗔𝗺𝗯𝗶𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 deixamos mais uma curiosidade 𝙊 𝙦𝙪𝙚 𝙚́ 𝙖 𝙗𝙞𝙤𝙙𝙞𝙫𝙚𝙧𝙨𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚? É 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗷𝘂𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘀 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘀 𝘃𝗶𝘃𝗮𝘀! Ou seja, a biodiversidade é a variedade de seres vivos existente no nosso planeta, desde microrganismos até às plantas e animais!

A diversidade biológica é extremamente vasta e compreende desde a diversidade genética das espécies, dentro de uma determinada espécie, assim como a diversidade nos ecossistemas e habitats. No entanto, quando falamos de biodiversidade associamos sempre à diversidade de espécies. No que toca a riqueza de espécies, os cientistas têm cerca de 1,4 milhões de espécies descritas, porém sabe-se que podem existir muitas mais! Há vários grupos de seres vivos que são especialmente ricos em biodiversidade, como por exemplo, as plantas com flores , que têm cerca de 220 000 espécies conhecidas, ou o grupo dos insetos , conhecendo-se cerca de 750 000 espécies diferentes. Estes grupos de animais são mais conhecidos e facilmente identificáveis, ao contrário de outros grupos de animais, que são mais pequenos e menos “interessantes”, como os microrganismos ou outros invertebrados e que, apresentam uma enorme diversidade, grande parte dela, desconhecida. Para além disso, existem habitats que são tipicamente mais ricos em biodiversidade, como é o caso das florestas tropicais. Os cientistas calculam que as florestas tropicais albergam muitas mais espécies do que o conjunto de todas as espécies existentes em todos os outros habitats! A biodiversidade é fundamental para o ambiente em que vivemos, tendo importância ambiental, económica, social e até mesmo cultural! Utilizamos como fonte de alimento, de energia e como matéria-prima, para fabricar têxteis, medicamentos, cosméticos entre outros. Não nos podemos esquecer de que todas as espécies são importantes para o funcionamento e equilíbrio dos ecossistemas! Assim devemos assumir um papel assíduo na proteção e preservação desta verdadeira riqueza da natureza – a 𝒃𝒊𝒐𝒅𝒊𝒗𝒆𝒓𝒔𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆

Grafite é a substância simples de que se faz o interior dos lápis! É constituída pelo elemento químico 𝗰𝗮𝗿𝗯𝗼𝗻𝗼.

Chama-se substância simples quando um material é formado por apenas um elemento químico. Exemplo de substâncias simples são o oxigénio (O2) e o ozono (O3), ambas formadas pelo mesmo elemento único, o oxigénio.

Falamos de substâncias compostas quando têm mais do que um elemento químico na sua composição, como a água, composta por hidrogénio e oxigénio (H2O) ou o sal de cozinha, composto pelos elementos sódio e cloro (NaCl). Por outro lado, uma substância pode ser pura ou impura, consoante tenha ou não em si misturadas outras substâncias. A água que bebemos, neste sentido, não é pura, pois não é apenas H2O, tendo muitas outras substâncias misturadas, entre as quais muitos sais e minerais. Aliás, ser-nos-ia muito prejudicial à saúde se bebêssemos água pura, ou seja, apenas H2O!

Quando falamos do carbono, existem duas substâncias puras muito conhecidas (entre outras menos conhecidas), constituídas por este elemento químico. Elas são o grafite e o diamante. É interessante verificar o quão diferentes estas substâncias são na sua aparência, sendo constituídas pelo mesmo elemento. A grafite é opaca, escura, tem pouca dureza e desfaz-se no contacto com outros materiais, razão pela qual a usamos nos nossos lápis para escrever em papel. O diamante, por outro lado, é transparente, incolor, e o mineral com maior dureza conhecido, razão pela qual é utilizado nos discos para cortar pedra.

A causa desta diferença entre o diamante e o grafite está na organização dos seus átomos. O grafite consiste em camadas ou folhas sobrepostas onde os átomos de carbono possuem ligações fortes no mesmo plano ou camada, mas ligações muito fracas em relação a camada acima ou abaixo. Os átomos de carbono em diamantes, por outro lado, têm fortes ligações em três dimensões, onde cada átomo está conectado a outros quatro átomos de carbono, dando-lhe uma estrutura muito forte e rígida em três dimensões. Sabia?!




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